Portal de acesso à cidade de Canoinhas
Canoinhas foi fundada em
1888 como Santa Cruz de Canoinhas. Tornou-se
distrito em 6 de dezembro de 1902 e, separada de
Curitibanos em 12 de setembro de 1911, foi o centro da
Guerra do Contestado entre 1912 e 1916. Por volta de 1930, um ramal ferroviário, implantado para uni-la ao distrito de
Marcílio Dias, integrou a cidade à estrada de ferro
São Paulo-
Rio Grande do Sul e ao porto de
São Francisco do Sul, provocando uma grande revolução na economia local. A variedade
étnica
vem desde o início da história do município, que atraiu imigrantes
alemães, polacos, italianos e ucranianos por causa da erva-mate, no
início do século passado. De acordo com o historiador Fernando Tokarski
(2002), um dos assuntos mais polêmicos diz respeito ao topônimo ‘Santa
Cruz de Canoinhas’, tido como a primeira denominação do lugar. Na
verdade, o primeiro nome do lugar era mesmo apenas ‘Canoinhas’,
apropriado do rio que lhe empresta essa designação. O termo ‘Santa Cruz
de Canoinhas’ só apareceu após 1896 quando, segundo a tradição, o
fundador Francisco de Paula Pereira, na presença do padre jesuíta João
Maria Cybeo, ergueu uma cruz no ponto mais alto e mais próximo ao
povoado, originando, então, a capela do lugar.
Geografia
Solos e relevo
O relevo de Canoinhas é constituído de um
planalto
de superfícies planas, onduladas e montanhosas com denudação
periférica. O solo apresenta média e boa fertilidade em relevos
praticamente planos margeando rios ou locais de depressão. A textura é
argilosa. Este solo apresenta viabilidade no manejo com restrições em determinadas áreas.
Recursos hídricos
Quanto à
hidrografia, o município é banhado pelas bacias dos
rios Iguaçú e
Negro. Desses, os principais afluentes são: o
Paciência e o
Canoinhas. O
rio Tamanduá ocorre nos limites com
Timbó Grande. Há, também,
tributários
menores como o do Alemão, Água Verde, dos Pardos, dos Poços, Fortuna,
Preto, Timbozinho, da Areia, Santo Antônio e Arroio Grande.
Vegetação
A vegetação predominante é a de
araucária, embora grande parte dessa espécie tenha sido dizimada pelo extrativismo florestal. Segundo
Reinhard Maack(1950) a região é classificada como
Floresta Ombrófila Mista(Floresta com Araucária), com
Floresta Ombrófila Mista Aluvial nas suas
planícies,
Floresta Ombrófila Mista Montana(500 - 1.000m s.n.m.) e
Floresta Ombrófila Mista Altomontana(acima de 1000m s.n.m.). Nos sub-bosques predomina a
erva-mate, historicamente responsável por uma das maiores riquezas econômicas do Município.
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